Nem Petra, importante sítio arqueológico, localizado na Jordânia, Nem Chichen Itza, situada no México, nem as Muralhas da China, nem o Coliseu de Roma, pertencem ao que chamamos de Idade Moderna a qual se iniciou em 1454 com a Queda do Império Bizantino (também chamada de Roma Oriental), ou se quer com a Idade Contemporânea iniciada com a Queda da Bastilha em Paris.


Verdade que essas citadas têm sua importância. Mas será que a Torre Eiffel, O Kremlin, a Estátua da Liberdade em Nova Iorque não contam um pouco mais sobre a Idade Moderna e Contemporânea?
Pois bem, ao meu ver as três acima deveriam entrar para o seleto grupo que foi escolhido dia 07/07/07.
Mas é claro que não se deve esquecer que tratava-se de um sufrágio universal e que qualquer um podia ser escolhido. Todas são Maravilhas, construídas ou não pelos braços humanos. O que apenas constato é de que se tratava do Mundo Moderno-Contemporâneo.
Dubai e a arquitetura-maravilha.
Imagine o Oriente Médio, uma terra infrutífera em uma baía pesqueira. Tudo para ser o flagelo da civilização. Porém, essa localização geográfica não há de ser de todo mal, já que esta localidade está encravada na entrada do Golfo Pérsico.
Conforme a desgastante exploração petrolífera na região e o intenso trânsito de navios estrutura-se um centro urbano com grande fluxo de pessoas e tentadores incentivos fiscais. É o agora futurista no berço em que o homem se desenvolveu. Uma metrópole paradisíaca em um leito adverso, em pleno Emirados Árabes Unidos.
A economia, nem tão alçada assim no petróleo, amadurece e parte em busca de reconhecimento turístico. A população, predominantemente estrangeira, ostenta luxo e distrai-se em palacetes de consumo.
Mas afinal, o que difere Dubai de outros grandes núcleos econômicos orientais como Singapura e Kuala Lumpur?
Essa resolução está na arquitetura. São grandiosas (referindo-se ao tamanho e à beleza) obras de encher os olhos, tudo para patrocinar o mais novo paraíso internacional no globo.
Destaque especial para o conjunto de ilhas em forma de palmeira construídas a partir de areia e pedras.
E para a estação de esqui... à margem do deserto.
Sem dúvida, um destino excepcional a quem pode se dar ao luxo.
...já ia me esquecendo, artigo isento de promoção e sensacionalismo.
Ocorrendo simultaneamente em sete continentes e oito países incluindo o Brasil, hoje, a máquina capitalista rendeu-se ao um dos maiores concertos em prol da natureza de todos os tempos, o “Live Earth”. O evento patrocinado pela maior fabricante de lâmpadas e derivados, a Phillips, questiona a todo o momento a emissão de dióxido de carbono a atmosfera, o uso impróprio de sacolas plásticas e o aumento geométrico do número de carros que rodam na superfície terrestre. Ao mesmo tempo em que identifica problemas apresenta-nos soluções para os tais, como: Dar carona para seus amigos (curioso esse), andar a pé curtas distâncias e usar sacolas de pano.
E o que Roger Water e Al Gore tem a ver com isso?
Se não fosse o documentário produzido por Al Gore, Roger não estaria tocando para uma platéia de milhares de pessoas, já que ele não fazia questão em tocar, pois como o mesmo disse não tinha uma razão específica para participar do movimento. Contudo, após constatar que 90% do que Al Gore revelou, a participação no evento tornou-se realidade. Roger poderia estar tocando neste exato momento para uma platéia de pingüins na Antártida preferiu, por outro lado, tocar em Londres. Essa platéia inusitada foi público para uma banda de cientistas que tentam de alguma maneira salvar o continente gelado que muito nos tem a oferecer.
Todo dia, toda hora, todo minuto, todo segundo assistimos nos noticiários, tanto impresso como televisivo as atrocidades que está aos poucos liquidando com o a Nossa Terra. Por isso preserve, economize seja alternativo!
ANSWER THE CALL... Responda ao chamado da Terra...