Uma paisagem encravada no mar caribenho, de colonização espanhola e francesa. A grande ilha, atualmete dividida com a República Dominicana, foi o destino em que Cristóvão Colombo aportou em 1492. Desde então, a 1ª nação latino-americana a conquistar a independência sofreu repressão de ditaduras, sobretudo a de Papa Doc e seu filho Baby Doc, e atingiu uma nova constituição de eleições diretas em 1990. Após mais um perído de turbulência, o país entrou em crise e foi convocada uma junta internacional para reerguer o eixo político local.

No ano de 2004 a ONU organiza uma força-tarefa sob o comando das tropas brasileiras para estabilizar o Haiti. Além do Brasil, o território conta com o suporte de outros 19 países que enviaram efetivo militar. A missão pacifista teve o mandato estendido até setembro de 2008 podendo ser renovado.

A nova e conturbada eleição de 2006 elegeu Rene Preval como presidente, o “campeão dos pobres”. Sua missão será conter o dissenso político e reformar a economia, que é dependente da cultura do café e manufaturas primitivas.

Local onde a população tem alto índice de analfabetismo, a imprensa se faz presente com a difusão de rádios. Seu afastamento no cenário mundial se deu pricipalmente pelas poucas informações enviadas da capital Porto Príncipe, fazendo do país caribenho uma zona de comunicação limitada. As baixas das forças de paz são ínfimas, no entanto não há informações divulgadas sobre vítimas civis.

Organizações socias como a Assembléia Popular manifestam o desagrado com a presença militar e pedem a desocupação das forças da ONU. São feitas acusações de que as tropas brasileiras promovem massacres e oprimem politicamente a populção, além do fato de a instabilidade política ter se dado a partir da intervenção americana sob o território. O Brasil por se dispor a candidato de cadeira na ONU rapidamente considerou a participação no conflito para ganhar pontos no meio diplomático.


Em 2005 três amigos tiveram a idéia de disponibilizar contéudo audiovisual via streaming na internet. Como a propagação na web se dá de maneira supersônica, logo o portal virou febre mundial.

O site é alçado com vídeos publicados por internautas, e este é o princípio básico do seu sucesso, assim, mesmo as imagens censuradas pela televisão e resguardadas por direitos autorais são facilmente encontradas na sua biblioteca.

Essa profusão de cultura resulta em uma crescente influência do material disponível na plataforma política. Aos montes, links com gafes de políticos e inclusive de atos rebeldes localizados atraem a atenção dos usuários. Recentemente o presidente francês Nicolas Sarkozy foi o mais procurado no tube devido à ofensa que desferiu a um eleitor. No paquistão, o acesso ao site foi bloqueado por razões político-religiosas.

A publicidade absorveu rapidamente essa inovação e propõe insistentemente, em diferentes campanhas, a elaboração de comerciais pelos próprios consumidores, servindo de intermédio justamente os sites de hospedagem multimídia.

A antes toda-poderosa indústria fonográfica sofreu um atentado com a criação do formato mp3 e, agora, agoniza diante da nova mania de lançamentos, bem como de comércio musical, on-line. Ótimo exemplo é o Arctic Monkeys que conquistou o mundo antes à Inglaterra com a inovadora circulação de canções pela rede.

Em 2006 o Youtube foi adquirido pelo Google movimentando a exorbitante quantia de 1,6 bilhão de dólares, embora o capital seja privado o conteúdo não o é. A chamada WEB 2.0 convoca a uma maior interatividade na rede, a participação anônima culmina a uma pluralidade de artigos. A internet se tornou o rancho dos utópicos anarquistas.

A geração posterior à queda do muro de Berlim não panfleteia, sua militância é digital. Seu lazer também.