Em 2005 três amigos tiveram a idéia de disponibilizar contéudo audiovisual via streaming na internet. Como a propagação na web se dá de maneira supersônica, logo o portal virou febre mundial.

O site é alçado com vídeos publicados por internautas, e este é o princípio básico do seu sucesso, assim, mesmo as imagens censuradas pela televisão e resguardadas por direitos autorais são facilmente encontradas na sua biblioteca.

Essa profusão de cultura resulta em uma crescente influência do material disponível na plataforma política. Aos montes, links com gafes de políticos e inclusive de atos rebeldes localizados atraem a atenção dos usuários. Recentemente o presidente francês Nicolas Sarkozy foi o mais procurado no tube devido à ofensa que desferiu a um eleitor. No paquistão, o acesso ao site foi bloqueado por razões político-religiosas.

A publicidade absorveu rapidamente essa inovação e propõe insistentemente, em diferentes campanhas, a elaboração de comerciais pelos próprios consumidores, servindo de intermédio justamente os sites de hospedagem multimídia.

A antes toda-poderosa indústria fonográfica sofreu um atentado com a criação do formato mp3 e, agora, agoniza diante da nova mania de lançamentos, bem como de comércio musical, on-line. Ótimo exemplo é o Arctic Monkeys que conquistou o mundo antes à Inglaterra com a inovadora circulação de canções pela rede.

Em 2006 o Youtube foi adquirido pelo Google movimentando a exorbitante quantia de 1,6 bilhão de dólares, embora o capital seja privado o conteúdo não o é. A chamada WEB 2.0 convoca a uma maior interatividade na rede, a participação anônima culmina a uma pluralidade de artigos. A internet se tornou o rancho dos utópicos anarquistas.

A geração posterior à queda do muro de Berlim não panfleteia, sua militância é digital. Seu lazer também.


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