Para estrear minha participação neste espaço irei abordar esta tão expressiva devoção brasileira: o futebol. A nação respira esse esporte. Toda vez que uma figura expõe-se como "afutebolística", especialmente entre os homens, deixa a guarda entreaberta para ataques do grupo em geral. Comparo instantaneamente a casos como a crença religiosa. Por exemplo, um indivíduo se declara ateu, logo um grupo (grande) passa a condenar sua suposta tolice, entretanto essa negação frente ao meio passa a ser consentida, afinal, está na moda questionar a Religião. Quando nosso alvo é o ser exterior ao futebol a realidade parece ser um pouco mais severa. Indagamos "Será possível que esse esporte tenha se tornado mais íntimo que a Fé em nossa sociedade?".
A iniciação se dá na infância, quando o pai impele o pequeno ser a adotar seu time do coração, que por sua vez foi fruto de seu pai, salvo aqueles momentos em que a equipe fica desacreditada e o torcedor adere a outra mais imponente . É fato que o mais célebre brinquedo da infância brasileira, a bola, acentua essa intimidade. Na adolescência vem a consumação ou não desse padrão de vida reforçado pelo ambiente.
Interessante é observar que tudo isso se desenvolve paralelamente a um sistema de rivalidade entre as equipes, quando uma cidade hospeda dois ou mais times no seu perímetro, o sucesso de cada um desses times se dará pela avidez com que compete com outro(s). Um bom cartola será aquele que sabe teatralizar dada rivalidade e, com marketing, tirar proveito disso.
Futebol dá samba? Dá sim. Especialmente para todo aquele público que anseia ver se o seu grande craque irá jogar, além daqueles que têm a auto-estima impulsionada por estarem vencendo. Em contrapartida, as mãos que regem nossa pátria agem livremente e sem culpa, já que o Romário não chegou nos 2000 ainda.
Parafraseando aquele bom rapaz eu termino. Futebol é o Ópio do povo.
futebol é a doença desse Brasil conformista, que se esquece que o futebol é umas das estratégias que a classe dominante se utiliza pra concentrar riquezas.