Como o mundo é mutável e o todo poderoso tempo se encarrega de assegurar a regra, testemunhamos a constante normativa do belo alterando-se na mente humana. A medieval adulação da abundância, vejam só, hoje despertaria protestos em torno da “vida saudável”. As guerras modernas tornaram o mundo mais hedonista, mas o elemento determinista para a progressão dos conceitos foi, sem dúvida, o mito idealizado de cada geração. Com a massificação da comunicação foi consolidado o mercado da moda, e não me refiro unicamente às roupas. De Marilyn Monroe à Gisele Bündchen o globo respira esta cultura da beleza a cada página folhada e comercial assistido.
A atual década corresponde ao tie brake desta jornada. A engenharia genética associada à sempre tão distante contemplação do belo idealizado constituem o marco desta neurose. Da lipoescultura ao peeling, do bronzeamento artificial ao silicone, a sociedade inteira é vitimada e, num ciclo, fortalece o mercado.
Ocorre que pioneiros como Preta Gil decidem questionar referido pensamento. Se as garotas sofrem de Bulimia e Anorexia, Preta é um caso sintomático de espontaneidade nervosa (senão auto-promoção mesmo). Saturados de “emagreça já!”, “magri-shakes”, “celulite nunca mais”, as pessoas passarão a opor-se ao jugo da publicidade pró-magreza. A promiscuidade que presenciamos é derradeira da celebração da forma em detrimento ao conteúdo.A preocupação com a saúde cresceu, produtos com o selo de “livre de gorduras –trans”, “rico em ômega 3” e “baixo colesterol”, reproduziram-se rapidamente. As academias de musculação de tão populares lembram as bibliotecas da antigüidade. A harmonia mental e física coexistem quando o foco são terapias alternativas anti-stress. Porém, sob a máscara ostentada em cada um destes itens está a admiração pelo corpo e a meta da cintura sempre fina, rosto jovem e sem rugas.
Se o conceito de beleza é individual, então por que continuamos obcecados pela estética? Resquícios dessa nova visão crítica estão a surgir, espera-se o apoio dos formadores de opinião da sociedade.
A beleza é o fogo que arde sem se ver.
Hoje ao acordar me deparo com a seguinte noticia:
"Policiais rodoviários federais apreenderam 20 kg de maconha e 1 kg de haxixe com uma mulher na rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. A droga foi encontrada na altura do município de Piraí, no Rio de Janeiro.
A droga estava no bagageiro de um ônibus que vinha de Assunção, no Paraguai, para Niterói. Jane Glória da Silva, 38 anos, que embarcou em Foz do Iguaçu (PR), foi presa e levada encaminhada para a delegacia, onde foi ouvida por policiais, que a prenderam em flagrante."(Fonte: Canal Terra de Notícias)
Link Abaixo:
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1709160-EI5030,00.html
Uma notícia que apresenta um fato muito polêmico à sociedade brasileira, a questão acerca do combate ao tráfico de drogas. Apesar deste tipo de notícia ser vinculada dia após dia nos meios de comunicação, gostaria de saber a opinião dos visitantes sobre as causas, consequências e também soluções para essa questão que atinge desde as camadas mas desfavorecidas até a "nata" de nossa sociedade.
Aproveito este tema também pra aumentar a interação com os frequentadores e também buscar um público maior para este blog, afinal, as coisas estão meio paradas por aqui. Deixo claro que não busco nenhum reconhecimento e também relembro o fato que esse espaço não deverá ser utilizado para este fim. Então peço a todos, que se prestarem a comentar, criatividade e que evitem utilização de demagogias pois um só Lasier Martins já nos basta!
Gostaria de exigir uma presença mais atuante do terceiro autor dessa idéia, que até o momento se mantém apenas como observador e não como colaborador.
E para finalizar:
Para todas as dificuldades da sua vida... siga o conselho da nossa ministra do Turismo, Marta Suplicy:
"Relaxe e Goze"
Parece que o Pós-Modernismo ainda rende reflexões no cinema. Essa é a proposta de Pequena Miss Sunshine, que reúne elementos convencionais da sociedade a estereótipos de problemas pessoais. No longa, que recebeu o Oscar de Melhor Roteiro Original, uma família parte com destino ao concurso de beleza de que a caçula participará, mas a idéia a princípio não chega a encher os olhos do público. Eis que o contraste de tipos desponta como trunfo no filme, da seguinte maneira: o pai, Richard (Greg Kinnear), atua incessantemente com a sua enfadonha psicologia de auto-ajuda “Seja um vencedor”; o irmão, Dwayne (Paul Dano), retrai-se de toda convivência social, tendo, inclusive, feito a promessa de se emudecer até que ingressasse na academia militar; a mãe, Sheryl (Toni Collette), é a mediadora dos conflitos familiares, pondo em segundo plano a própria vida pessoal; o avô (Alan Arkin) é um senhor insatisfeito com a vida e viciado em heroína; o tio, Frank (Steve Carell), é um professor gay que tentou suicídio após se desiludir com um aluno.
A menina é o elo que une o grupo na sua jornada através do país a bordo de uma singela Kombi. Na medida em que se desenrola, a história contempla os dramas pessoais de cada membro da família, atraindo o espectador, seja pela profundidade da cena, seja pelo bom humor encaixado. A metáfora é o elemento crucial da proposta da obra.
A composição faz imediatamente (re)pensar-se a idolatria de mitos levianos do Eu contemporâneo. Alicerçados pela forma dos objetos, absorvemos cada vez mais a cobrança sobre nós mesmos, promovendo não o medo de perder, mas o medo de não ganhar. É como a referência feita a Proust, que diz que os momentos de infelicidade são o verdadeiro engrandecer do sujeito. Enfim, surge a arte de perder.
Para estrear minha participação neste espaço irei abordar esta tão expressiva devoção brasileira: o futebol. A nação respira esse esporte. Toda vez que uma figura expõe-se como "afutebolística", especialmente entre os homens, deixa a guarda entreaberta para ataques do grupo em geral. Comparo instantaneamente a casos como a crença religiosa. Por exemplo, um indivíduo se declara ateu, logo um grupo (grande) passa a condenar sua suposta tolice, entretanto essa negação frente ao meio passa a ser consentida, afinal, está na moda questionar a Religião. Quando nosso alvo é o ser exterior ao futebol a realidade parece ser um pouco mais severa. Indagamos "Será possível que esse esporte tenha se tornado mais íntimo que a Fé em nossa sociedade?".
A iniciação se dá na infância, quando o pai impele o pequeno ser a adotar seu time do coração, que por sua vez foi fruto de seu pai, salvo aqueles momentos em que a equipe fica desacreditada e o torcedor adere a outra mais imponente . É fato que o mais célebre brinquedo da infância brasileira, a bola, acentua essa intimidade. Na adolescência vem a consumação ou não desse padrão de vida reforçado pelo ambiente.
Interessante é observar que tudo isso se desenvolve paralelamente a um sistema de rivalidade entre as equipes, quando uma cidade hospeda dois ou mais times no seu perímetro, o sucesso de cada um desses times se dará pela avidez com que compete com outro(s). Um bom cartola será aquele que sabe teatralizar dada rivalidade e, com marketing, tirar proveito disso.
Futebol dá samba? Dá sim. Especialmente para todo aquele público que anseia ver se o seu grande craque irá jogar, além daqueles que têm a auto-estima impulsionada por estarem vencendo. Em contrapartida, as mãos que regem nossa pátria agem livremente e sem culpa, já que o Romário não chegou nos 2000 ainda.
Parafraseando aquele bom rapaz eu termino. Futebol é o Ópio do povo.
Após dias de calorosas e intensas discussões tediosas enfim foi encontrado um nome para este Blog.
As suspeitas de infiltrados, agentes do governo da nação mais poderosa do mundo, foram levantadas devido ao fato de todo nome que chegavamos a conclusão de pôr, antes do atual, eram sabotados.
Sendo assim, finalizamos as sandices ditas em momentos anteriores e todas as vaniloqüências no decorrer da criação desta maravilha moderna. Espero que seja um lugar livre à exposição de idéias e questionamentos, envolvendo desde polêmicas às maiores futilidades, com o principal fim de ser mais um ponto de debate e encontro de pseudo ou não mentes pensantes.
Agradeço já a todos os presentes e também as pessoas que gastaram infindavéis horas para concluir esta criação.
Beijos na bunda todos do seu eterno amigo zombador, Der Witzbold Unhöflich.